Saúde virtual se transforma em real
O uso de aplicativos de Realidade Virtual em ambiente hospitalar no Sheba Tel Hashomer

já é realidade em vários tratamentos médicos
Seguindo a estratégia conhecida como “Innovation ARC” - que significa acelerar em inovação, redesenhar os tratamentos em saúde e atuar em colaboração com parceiros -, o hospital israelense Sheba Tel Hashomer planeja se tornar o primeiro hospital totalmente baseado em Realidade Virtual do mundo.
Os aplicativos de Realidade Virtual (VR, na sigla em inglês) tornaram-se cada vez mais populares em ambientes de saúde, desde soluções que visam o alívio da dor sem opióides até aquelas que combatem a solidão entre os idosos, e o Sheba Medical Center está incorporando a VR em seus tratamentos fisioterápicos e de terapia cognitiva, entre outros. O uso desta tecnologia em saúde permite coletar e examinar dados do usuário por meio de inteligência artificial (IA) e algoritmos de computação em nuvem para fornecer análises avançadas de dados, de forma a rastrear a recuperação do paciente no local e também remotamente.
Eyal Zimlichman, diretor médico e diretor de inovação do Sheba, atesta que “a medicina virtual será uma das tecnologias que transformarão a saúde. Assim, pretendemos ser líderes no desenvolvimento de novos serviços de saúde baseados em VR”, comemora. “Com os trabalhos desenvolvidos no ARC, o Sheba expande seus esforços para transformar o hospital em um centro de inovação com cultura de startup”, finaliza o dr. Zimlichman.
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O ARC tem uma estratégia única de atuação, que acelera a inovação e redesenha a saúde através da colaboração com os parceiros. Nossa missão é transformar a prestação de serviços de saúde e melhorar o atendimento ao paciente por meio da inovação. Hoje, mais de 80 startups trabalham com o Sheba, onde desenvolvem desde testes e diagnósticos voltados para a saúde digital, atendimento remoto e dispositivos médicos inteligentes.
Website ARC
O tratamento da anorexia em destaque
O Fundo de Pesquisas do hospital Sheba para Distúrbios Alimentadores do Sheba assina acordo clínico com a Short Wave, empresa israelense biofarmacêutica que desenvolve tratamentos com composições psicodélicas
A anorexia nervosa é um transtorno alimentar grave que afeta cerca de 0,5-1% da população. De todos os transtornos psiquiátricos, a anorexia é a principal causa de incapacidade nos EUA e em outros países desenvolvidos. Quando não tratada, a anorexia pode levar a sofrimento grave, disfunção psicológica significativa e até morte em uma incidência de 5-18%, com alto risco de suicídio.
Com este acordo com o centro médico israelense Sheba Tel Hashomer, a Shortwave será a parceira comercial exclusivo em um estudo de fase II sobre a segurança e viabilidade da psicoterapia assistida por psilocibina para o tratamento da anorexia nervosa - uma doença crônica sem tratamento farmacológico aprovado. O teste, o primeiro desse tipo em Israel, obteve recentemente a aprovação do Ministério da Saúde e está se preparando para o recrutamento de participantes.
Psilocibina em ação
A formulação baseada em psilocibina, com patente pendente da Shortwave, foi projetada para afetar vários receptores que desempenham um papel na anorexia nervosa por meio de um mecanismo de ação expandido. Seu método de administração bucal mostrou ter uma abordagem economicamente eficiente para tratar essa condição complexa de saúde.
Saiba mais sobre os tratamentos de distúrbios alimentares do Centro Medico Sheba
O Centro de Distúrbios Alimentares é o maior complexo desse tipo em Israel e oferece atendimento a pacientes com mais de 18 anos que lidam com distúrbios alimentares, incluindo anorexia nervosa, bulimia nervosa, transtorno da compulsão alimentar periódica, anorexia atípica e muito mais.
O Centro inclui unidades de cuidados agudos, instalações de internamento e ambulatório, juntamente com um programa para doentes crónicos e resistentes ao tratamento. Emprega uma equipe multidisciplinar, incluindo médicos, nutricionistas clínicos, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas de movimento, teatro e arte e também profissionais de fitness.
Enxergar o invisível
O Sheba Medical Center, em Israel, é pioneiro em implementar tecnologia militar de ponta em procedimentos médicos
O Sheba Tel Hashomer trouxe um sistema de visão térmica, antes utilizado em ações de monitoramento de defesa do Exército de Israel, para as salas de cirurgia mais sofisticadas e de alto risco. Essas soluções inovadoras começaram a ser implantadas no ambiente hospitalar durante a batalha pela vida na pandemia da Covid 19 e, agora, alcançam diferentes usos.
Um dos exemplos do uso desses sistemas de monitoramento térmico acontece junto aos bebês prematuros, que têm a expiração controlada em relação ao dióxido de carbono exalado. Como o tempo é crucial para salvar suas vidas, esses sensores fisiológicos ajudam a prever quando a respiração está sendo prejudicada e permite rápida intervenção clínica, antes que haja prejuízo para os prematuros
Conectado em um celular, esse sistema pode medir a emissão eletromagnética em muitas outras aplicações, como em cirurgias cardíacas, ou atuar na prevenção de danos em pacientes diabéticos, por exemplo.
Veja agora neste interessante vídeo estas e outras possibilidades de uso da tecnologia que salva vidas.
Monitoramento remoto pode detectar a condição clínica do paciente internado
Com o objetivo de aferir se dispositivos vestíveis de monitoramento remoto, aplicados em internados em enfermarias, podem aferir a deterioração de saúde nesses ambientes, um estudo foi realizado no Sheba Medical Center, o maior centro médico de Israel.

Publicado no Journal of Medical Internet Research, a pesquisa mostrou que o uso regular de monitoramento remoto de pacientes (RPM) nas enfermarias do Sheba Tel Hashomer acelerou a detecção de problemas muito mais rapidamente do que utilizando os métodos de monitoramento padrão.
“Este estudo mostra que a telessaúde pode fornecer alternativas viáveis para a detecção de deterioração clínica pela equipe médica. Os sinais de saída do monitoramento remoto podem ser equivalentes ao monitoramento de UTI de nível médico e isso abre o horizonte para hospitalização domiciliar de pacientes reais, alinhando-se com a visão de Sheba Beyond de apoiar a transição global para a telemedicina”, comemora Gad Segal, chefe de telemedicina interna no Sheba Medical Center e investigador principal do estudo.
Hospital israelense treina profissionais de saúde palestinas em atendimento remoto para mulheres grávidas

Com o objetivo de melhorar os cuidados de saúde das mulheres grávidas na área de Hebron, na Cisjordânia, o centro médico Sheba Tel Hashomer lançou um programa de treinamento específico para equipes multidisciplinares de profissionais palestinas voltados à gestantes. Essas profissionais, todas mulheres, serão treinadas para usar tecnologias de telessaúde e poderão monitorar remotamente a saúde das mães e de seus fetos, eliminando obstáculos logísticos, burocráticos e de segurança.
Este programa, chamado de OB-GYN Beyond, destina-se a ginecologistas, parteiras, enfermeiras, pediatras, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogas, que receberão treinamento no Sheba Medical Centro e terão suporte clínico bimestral.
Projeto colaborativo
O programa OB-Gyn está sendo executado em colaboração com o Projeto Rozana – uma iniciativa global que busca construir pontes para um melhor entendimento entre israelenses e palestinos por meio da saúde -, cuidando do transporte de pacientes palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza para hospitais israelenses, além de fornecer treinamento para médicos palestinos.
“Permitir que palestinas forneçam assistência médica em suas comunidades remotas estabelece as bases para um povo empoderado”, disse Ronit Zimmer, diretora executiva do Projeto Rozana. “O treinamento no Sheba Tel Hashomer permitirá que os profissionais de saúde locais operem clínicas virtuais em áreas remotas, oferecendo cuidados de qualidade.”
"Nosso objetivo no OB-GYN Beyond é fornecer às mulheres grávidas palestinas os cuidados médicos de que precisam, onde quer que estejam", disse o Dr. Avi Tsur, diretor do Centro de Inovação em Saúde da Mulher do Sheba Medical Center. “A telemedicina nos permite preencher lacunas geográficas, políticas e culturais. Estamos empolgados em trabalhar com o Projeto Rozana para alcançar esse objetivo no cuidado pré-natal.”
Para saber mais sobre o Projeto Rozana, acesse https://projectrozana.org/
Sheba Tel Hashomer e a Clínica Mayo, dos Estados Unidos, celebram acordo para acelerar o crescimento em tecnologia de saúde

Para facilitar o intercâmbio de tecnologia e acelerar empresas de saúde em estágio inicial, o complexo hospitalar israelense Sheba Medical Center e a Clínica Mayo, dos Estados Unidos, assinaram um acordo de colaboração que vai permitir a criação de um ambiente conjunto de pesquisa nos mercados norte-americano e israelense. Com isso, espera-se que o estabelecimento de novas tecnologias para transformar a prestação de serviços de saúde alcance novos patamares de desenvolvimento.
O foco inicial desta colaboração entre os dois centros médicos contará com a participação de empresas emergentes da Mayo Clinic Platform Accelerate e do Centro de Inovação ARC, do Sheba Medical Center, que reúne médicos, pesquisadores, startups, academia, investidores e centros médicos de classe mundial para redesenhar os cuidados de saúde. "Este acordo dá à Mayo Clinic e ao Sheba um primeiro olhar sobre tecnologias que podem transformar o atendimento ao paciente globalmente”, comemora Eyal Zimlichman, diretor de informações e transformação do ARC, de Israel. "Como duas organizações líderes de saúde, o Sheba Medical Center e a Clínica Mayo estão comprometidas com a transformação da saúde em escala global. Essa colaboração nos permitirá acelerar o desenvolvimento e a implementação em larga escala de tecnologias de ponta, trazendo benefícios para os pacientes, suas famílias e toda a comunidade”, finaliza o diretor do centro israelense ARC.
John Halamka, presidente da plataforma de aceleração da Clínica Mayo, acredita que, com essa parceria, “o ecossistema de inovação será incrementado com o intuito de abordar desafios complexos de cuidados de saúde.”
Uma longa e produtiva parceria
A colaboração entre as duas organizações teve início em 2016, quando reuniu a Mayo Clínica e especialistas do Sheba Medical Center em cardiologia e nefrologia visando melhorar o atendimento ao paciente.
Inteligência artificial a serviço do diagnóstico precoce de Doenças Inflamatórias Intestinais
Pesquisadores do Sheba Tel Hashomer desenvolveram uma ferramenta que agiliza a detecção da doença antes do diagnóstico e previne maiores danos aos pacientes
Um novo algoritmo de inteligência artificial pode detectar doença inflamatória intestinal (DII) em até 38% dos pacientes anos antes de ser diagnosticada na atenção primária. O software, desenvolvido no centro médico Sheba Tel Hashomer, em Israel, pode reduzir os danos nos tecidos associados a atrasos no tratamento e evitar cirurgias, de acordo com os desenvolvedores do algoritmo.
“A detecção precoce da DII minimiza a deterioração da doença e, portanto, a necessidade de hospitalizações e intervenções cirúrgicas”, disse o pesquisador sênior Shomron Ben-Horin, chefe do Departamento de Gastroenterologia do Sheba Medical Center e da Universidade de Tel Aviv, em Israel, que apresentou os dados no Congresso de Crohn e Colite de 2022.

Em busca da solução
O Dr. Ben-Horin e seus colegas decidiram desenvolver uma ferramenta para agilizar o diagnóstico preciso de DII, observando que até 23,5% desses pacientes recebem inicialmente um diagnóstico incorreto que leva a atrasos no tratamento.
Para isso, os pesquisadores criaram um algoritmo de aprendizado de máquina baseado em Inteligência Artificial que usa dados de registro eletrônico de saúde, como sintomas, resultados de exames laboratoriais, visitas a especialistas ou hospitais, procedimentos, medicamentos, comorbidades, fatores de risco e outros, para identificar pacientes que podem ter DII na atenção primária.
Números impressionantes
Para a doença de Crohn especificamente, o algoritmo identificou 36% dos pacientes um ano antes da suspeita inicial do prestador de cuidados primários, 33% dois anos antes, 33% três anos antes e 38% quatro anos antes. Para colite ulcerativa, o algoritmo previu 17%, 22%, 23% e 23% dos pacientes um, dois, três e quatro anos, respectivamente, antes da suspeita inicial de DII do prestador de cuidados primários.
Parto de quadrigêmeos no Sheba Tel Hashomer emociona a equipe médica
Uma israelense de 21 anos deu à luz quadrigêmeos, concebidos espontaneamente, na 32ª semana de gestação

Diana Almarbua, uma israelense de 21 anos deu à luz quadrigêmeos esta semana, uma ocorrência rara em Israel e em todo o mundo. A concepção espontânea de quadrigêmeos não é comum, estimada em apenas 1 gravidez a cada 700.000. A maioria dos casos deve-se à fertilização in vitro ou a outras técnicas de aumento da fertilidade.
O parto bem-sucedido dos quatro bebês – 3 meninos e uma menina – ocorreu no Hospital Infantil Edmond e Lily Safra, no complexo hospitalar Sheba Medical Center. “Experimentamos um milagre”, disse Diana. Vieram ao mundo na 32ª semana de gestação pesando entre 2 e 3 quilos, em condição estável “e estão sendo tratados e conectados a ventiladores na enfermaria de prematuros”, comemora a jovem mãe, que ficou surpresa ao saber que teria quadrigêmeos no meio da gravidez.
Segundo o Dr. Chava Rosen, do Departamento de Neonatologia do Sheba, o parto foi realizado por uma equipe de 10 membros da unidade de terapia intensiva neonatal e que "depois de uma hora, todos os quatro bebês já estavam em uma incubadora".
Oito dias, mais de mil atendimentos
Nina, uma senhora de 75 anos, foi a estrela de número 1.000 a ser atendida
pelo hospital de campanha humanitário do Sheba Medical Center na Ucrânia, durante a missão “Shining Star”
Durante uma heroica operação de transporte de refugiados da cidade de Kharkiv para a fronteira polonesa, uma senhora de 75 anos sentiu dores no peito e acabou perdendo a consciência. Socorrida rapidamente por moradores locais, Nina chegou ao hospital de campanha israelense coordenado pelo hospital Sheba e foi atendida pelos médicos, que constataram bloqueio dos vasos sanguíneos, realizaram um cateterismo e a internaram para observação.
Desde o início das operações no hospital de campanha, 935 adultos e 182 crianças foram atendidos, sendo 33 hospitalizados. Segundo Yoel Har-Even, diretor do hospital de campanha, as queixas mais comuns dos refugiados são hipertensão, dor nas costas, dor abdominal, diabetes e doença cardíaca coronária.
Qualidade no atendimento e tecnologia
"A capacidade de acessar remotamente os melhores especialistas do Sheba, usando tecnologias avançadas, faz toda a diferença. Mesmo operando em tendas de campanha, o hospital virtual Sheba Beyond é capaz de oferecer soluções para uma enorme gama de problemas médicos, inclusive no campo da psiquiatria”, comemora a doutora Galia Barkai, que administra essa divisão do hospital. “Isso se deve ao profissionalismo da equipe médica local e daqueles que nos apoiam em Israel, assim como às tecnologias avançadas do Sheba Beyond, que nos permitem tratar qualquer pessoa, a qualquer momento, de qualquer lugar do mundo."
Saiba mais sobre o Sheba Beyond
O hospital de campanha do Sheba Medical Center oferece um alto padrão de tratamento e fornece atendimento médico de qualidade a um fluxo constante de refugiados, incorporando o uso de tecnologias avançadas e inovadoras do Hospital Virtual Sheba Beyond.
Saiba mais sobre o Sheba Beyond em https://beyond-en.sheba.co.il

Uma Estrela Brilha na Ucrânia
Pela primeira vez na história do Estado de Israel, um hospital de campanha civil será instalado em uma zona de conflito, liderado pelo Sheba Medical Center
Tendo por missão liderar uma missão médica humanitária, uma equipe do centro médico Sheba já está na Ucrânia, na região de Lviv, em conformidade com a “Operação Shining Star -Estrela Brilhante” protagonizada pelo Estado de Israel.
A equipe médica, liderada pelo prof. Elhanan Bar-On, diretor do Centro Israelense para Emergências Humanitárias e Desastres, chegou a Cracóvia, na Polônia, e de lá atravessou a fronteira terrestre com a Ucrânia, onde buscam estabelecer o hospital de campanha do Sheba e oferecer atendimento para o maior número possível de pacientes.
A logística dessa operação é imensa, já que engloba todos os detalhes envolvidos nessa campanha humanitária, que busca garantir um atendimento médico de excelência nesse momento. Na próxima terça-feira, dia 22 de março, é esperada a chegada de uma equipe médica que deverá encontrar o hospital de campanha já em condições de operação.
Tecnologia operando em favor da vida
A equipe inicial dessa operação será composta de 80 membros, liderada por Yoel Har-Even, Chefe da Divisão Internacional e Desenvolvimento de Recursos, com o Prof. Bar-On como Médico Chefe, bem como o Diretor de Compras e Logística do Ministério da Saúde.
Um dos objetivos dessa missão é incrementar a capacidade de atendimento médico ucraniana para que, mesmo após a saída da equipe israelense do local, os refugiados possam seguir com o atendimento remoto do Sheba Beyond, o hospital virtual israelense que atende através de telemedicina. A maior parte do equipamento hospitalar que está sendo transportado para essa região deverá permanecer no local para que não haja interrupção do atendimento virtual e da assistência à esses pacientes pelo Sheba Beyond.
Liderança civil
Com o pioneirismo dessa operação civil de ajuda aos refugiados, espera-se que um novo paradigma seja criado. As missões médicas israelenses enviadas para zonas de conflito eram, até agora, lideradas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês). Desta vez, tendo a logística e o comando da Operação Shining Star sob controle do Sheba Medical Center, espera-se que uma nova era de delegações civis seja implementada.










