Hospital israelense treina profissionais de saúde palestinas em atendimento remoto para mulheres grávidas

Com o objetivo de melhorar os cuidados de saúde das mulheres grávidas na área de Hebron, na Cisjordânia, o centro médico Sheba Tel Hashomer lançou um programa de treinamento específico para equipes multidisciplinares de profissionais palestinas voltados à gestantes. Essas profissionais, todas mulheres, serão treinadas para usar tecnologias de telessaúde e poderão monitorar remotamente a saúde das mães e de seus fetos, eliminando obstáculos logísticos, burocráticos e de segurança.

Este programa, chamado de OB-GYN Beyond, destina-se a ginecologistas, parteiras, enfermeiras, pediatras, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogas, que receberão treinamento no Sheba Medical Centro e terão suporte clínico bimestral.

Projeto colaborativo

O programa OB-Gyn está sendo executado em colaboração com o Projeto Rozana – uma iniciativa global que  busca construir pontes para um melhor entendimento entre israelenses e palestinos por meio da saúde -, cuidando do transporte de pacientes palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza para hospitais israelenses, além de fornecer treinamento para médicos palestinos.

“Permitir que palestinas forneçam assistência médica em suas comunidades remotas estabelece as bases para um povo empoderado”, disse Ronit Zimmer, diretora executiva do Projeto Rozana. “O treinamento no Sheba Tel Hashomer  permitirá que os profissionais de saúde locais operem clínicas virtuais em áreas remotas, oferecendo cuidados de qualidade.”

"Nosso objetivo no OB-GYN Beyond é fornecer às mulheres grávidas palestinas os cuidados médicos de que precisam, onde quer que estejam", disse o Dr. Avi Tsur, diretor do Centro de Inovação em Saúde da Mulher do Sheba Medical Center. “A telemedicina nos permite preencher lacunas geográficas, políticas e culturais. Estamos empolgados em trabalhar com o Projeto Rozana para alcançar esse objetivo no cuidado pré-natal.”

Para saber mais sobre o Projeto Rozana, acesse  https://projectrozana.org/


Sheba Tel Hashomer e a Clínica Mayo, dos Estados Unidos, celebram acordo para acelerar o crescimento em tecnologia de saúde

Para facilitar o intercâmbio de tecnologia e acelerar empresas de saúde em estágio inicial, o complexo hospitalar israelense Sheba Medical Center e a Clínica Mayo, dos Estados Unidos,  assinaram um acordo de colaboração que vai permitir a criação de um ambiente conjunto de pesquisa nos mercados norte-americano e israelense. Com isso, espera-se que o estabelecimento de novas tecnologias para transformar a prestação de serviços de saúde alcance novos patamares de desenvolvimento. 

O foco inicial desta colaboração entre os dois centros médicos contará com a participação de empresas emergentes da Mayo Clinic Platform Accelerate e do Centro de Inovação ARC, do Sheba Medical Center, que reúne médicos, pesquisadores, startups, academia, investidores e centros médicos de classe mundial para redesenhar os cuidados de saúde.  "Este acordo dá à Mayo Clinic e ao Sheba um primeiro olhar sobre tecnologias que podem transformar o atendimento ao paciente globalmente”, comemora Eyal Zimlichman, diretor de informações e transformação do ARC, de Israel. "Como duas organizações líderes de saúde, o Sheba Medical Center e a Clínica Mayo estão comprometidas com a transformação da saúde em escala global. Essa colaboração nos permitirá acelerar o desenvolvimento e a implementação em larga escala de tecnologias de ponta, trazendo benefícios para os pacientes, suas famílias e toda a comunidade”, finaliza o diretor do centro israelense ARC.

John Halamka, presidente da plataforma de aceleração da Clínica Mayo, acredita que, com essa parceria, “o ecossistema de inovação será incrementado com o intuito de  abordar desafios complexos de cuidados de saúde.”

Uma longa e produtiva parceria

A colaboração entre as duas organizações teve início em 2016, quando reuniu  a Mayo Clínica e especialistas do Sheba Medical Center em cardiologia e nefrologia visando melhorar o atendimento ao paciente.


Parto de quadrigêmeos no Sheba Tel Hashomer emociona a equipe médica

Uma israelense de 21 anos deu à luz quadrigêmeos, concebidos espontaneamente, na 32ª semana de gestação

Diana Almarbua, uma israelense de 21 anos deu à luz quadrigêmeos esta semana, uma ocorrência rara em Israel e em todo o mundo. A concepção espontânea de quadrigêmeos não é comum, estimada em apenas 1 gravidez a cada 700.000. A maioria dos casos deve-se à fertilização in vitro ou a outras técnicas de aumento da fertilidade. 

O parto bem-sucedido dos quatro bebês – 3 meninos e uma menina – ocorreu no Hospital Infantil Edmond e Lily Safra, no complexo hospitalar Sheba Medical Center. “Experimentamos um milagre”, disse Diana.  Vieram ao mundo na 32ª semana de gestação pesando entre 2 e 3 quilos, em condição estável “e estão sendo tratados e conectados a ventiladores na enfermaria de prematuros”, comemora a jovem mãe, que ficou surpresa ao saber que teria quadrigêmeos no meio da gravidez.

Segundo o Dr. Chava Rosen, do Departamento de Neonatologia do Sheba, o parto foi realizado por uma equipe de 10 membros da unidade de terapia intensiva neonatal e que "depois de uma hora, todos os quatro bebês já estavam em uma incubadora".

https://www.israelhayom.com/2022/04/15/rare-quadruplets-born-to-21-year-old-israeli-described-as-miracle/


Uma Estrela Brilha na Ucrânia

Pela primeira vez na história do Estado de Israel, um hospital de campanha civil será instalado em uma zona de conflito, liderado pelo Sheba Medical Center

Tendo por missão liderar uma missão médica humanitária, uma equipe do centro médico Sheba já está na Ucrânia, na região de Lviv, em conformidade com a “Operação Shining Star -Estrela Brilhante” protagonizada pelo Estado de Israel.

A equipe médica, liderada pelo prof. Elhanan Bar-On, diretor do Centro Israelense para Emergências Humanitárias e Desastres, chegou a Cracóvia, na Polônia, e de lá atravessou a fronteira terrestre com a Ucrânia, onde buscam estabelecer o hospital de campanha do Sheba e oferecer atendimento para o maior número possível de pacientes.

A logística dessa operação é imensa, já que engloba todos os detalhes envolvidos nessa campanha humanitária, que busca garantir um atendimento médico de excelência nesse momento.  Na próxima terça-feira, dia 22 de março, é esperada a chegada de uma equipe médica que deverá encontrar o hospital de campanha já em condições de operação.

Tecnologia operando em favor da vida

A equipe inicial dessa operação será composta de 80 membros, liderada por Yoel Har-Even, Chefe da Divisão Internacional e Desenvolvimento de Recursos, com o Prof. Bar-On como Médico Chefe, bem como o Diretor de Compras e Logística do Ministério da Saúde.

Um dos objetivos dessa missão é incrementar a capacidade de atendimento médico ucraniana para que, mesmo após a saída da equipe israelense do local, os refugiados possam seguir com o atendimento remoto do Sheba Beyond, o hospital virtual israelense que atende através de telemedicina. A maior parte do equipamento hospitalar que está sendo transportado para essa região deverá permanecer no local para que não haja interrupção do atendimento virtual e da assistência à esses pacientes pelo Sheba Beyond.

 


Liderança civil

Com o pioneirismo dessa operação civil de ajuda aos refugiados, espera-se que um novo paradigma seja criado. As missões médicas israelenses enviadas para zonas de conflito eram, até agora, lideradas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês). Desta vez, tendo a logística e o comando da Operação Shining Star sob controle do Sheba Medical Center, espera-se que uma nova era de delegações civis seja implementada.


 


Médicos em Israel realizam atendimento a distância na Ucrânia, com tecnologia de ponta

Refugiados na fronteira da Ucrânia e da Moldávia se beneficiam dos sistemas de atendimento online do Sheba Medical Center

A distância física de 2.000 km não impede que tratamentos de ponta sejam oferecidos aos refugiados que, agora, buscam atendimento virtual junto às fronteiras ucranianas.

Chamado de “hospital virtual”, este centro médico do Sheba conta com profissionais médicos que atende a feridos e pessoas deslocadas pelos ataques russos através de telemedicina. Graças a esta tecnologia desenvolvida em Israel, é possível realizar exames físicos, exames de ultrassom pré-natal e de sangue, monitoramento dos sinais vitais e outros estudos clínicos.

Quando a distância física deixa de ser uma barreira

A equipe médica, localizada no Centro Médico Sheba, o maior hospital israelense, está dedicada a atender pacientes refugiados em Chisinau, capital da Moldávia. Nesta cidade, perto da fronteira ucraniana, um médico do Sheba e outros voluntários ajudam a fazer o contato virtual com os médicos israelenses.

O professor Gadi Segal, chefe da telemedicina do Sheba Medical Center, expressou sua satisfação com os resultados dessa ação. “Mulheres grávidas, homens e mulheres, idosos  ou não, enfrentaram diferentes traumas causados pelo estresse da longa viagem que empreenderam para cruzar as fronteiras, e agora estamos felizes por poder oferecer atendimento a todos.”


Teste global da vacina Ômicron, da Pfizer, deverá ser realizado no complexo hospitalar Sheba, em Israel

O estudo será realizado preferencialmente em membros da equipe do Sheba Medical Center e em seus familiares com mais de 60 anos que ainda não receberam a segunda dose de reforço.

Um hospital israelense está se preparando para participar de um teste global da Pfizer e da BioNTech de uma vacina que visa especificamente a variante ômicron do coronavírus, com as primeiras doses a serem dadas no final do mês, informou o site Ynet no domingo.

Conversas foram realizadas nas últimas semanas entre as empresas farmacêuticas e funcionários do Ministério da Saúde de Israel, segundo o relatório. Os testes serão realizados no Sheba Medical Center, em Tel Hashomer.

O hospital já começou a procurar voluntários para participar do estudo, seguindo um critério específico de requisitos, preferencialmente entre funcionários do Sheba Medical Center e seus familiares. A maioria dos participantes devem ter mais de 60 anos e que ainda não receberam a quarta dose da vacina da Pfizer, que é o inoculante usado em Israel em seu programa nacional de vacinação. Além disso, os voluntários devem estar em monitoramento sorológico desde o início do programa vacinal do país, no final de 2020.

O hospital está atualmente aguardando a finalização do acordo e a aprovação do teste pelos diversos comitês junto ao Ministério da Saúde.

A variante ômicron, altamente contagiosa, impulsionou a quinta onda de COVID-19 de Israel, que registrou taxas recordes de infecções. Embora a onda tenha começado a diminuir recentemente, ainda havia mais de mil pessoas hospitalizadas em estado grave, segundo dados do Ministério da Saúde de Israel divulgados no domingo.

No entanto, há uma preocupação no Ministério da Saúde de que este estudo possa reduzir o interesse na segunda dose de reforço da vacina – a quarta dose no total –, atualmente disponível, pois as pessoas podem optar por esperar por uma futura dose específica da ômicron.

Israel foi um dos primeiros países a começar a administrar vacinas contra a COVID-19, que atualmente estão disponíveis para qualquer pessoa com mais de cinco anos e também foi o primeiro a oferecer uma dose de reforço a todos os maiores de 12 anos. No mês passado, um painel consultivo do Ministério da Saúde sugeriu disponibilizar um segundo reforço para maiores de 18 anos e uma quarta dose está sendo dada para aqueles com mais de 60 anos. O país conseguiu garantir os milhões de doses de que precisava em um acordo com a Pfizer, que incluía fornecer à empresa dados sobre a eficácia das vacinas entre os cidadãos israelenses.


Sheba Medical Center realiza procedimento inovador para o tratamento de epilepsia

Em um procedimento de última geração, uma bomba para injeção de medicamentos diretamente no cérebro foi implantada em um paciente no Sheba, em Israel. Este tratamento, cuja droga foi desenvolvida nos EUA, é visto como um grande avanço e, até hoje, foi realizado em apenas cinco portadores dessa doença do sistema nervoso central em todo o mundo.

Um paciente com epilepsia, que não respondeu a nenhum tratamento medicamentoso ou cirúrgico, passou por um procedimento inovador na semana passada, visando prevenir convulsões causadas por esse distúrbio pela primeira vez em Israel.

O procedimento de última geração ocorreu no Sheba Medical Center, onde os cirurgiões implantaram uma bomba que vai injetar uma droga especial diretamente no cérebro do paciente. Este medicamento foi desenvolvido nos Estados Unidos após muitos anos de pesquisas e experimentos clínicos.

Cateter Especial

O chefe da Neurocirurgia Funcional e Estereotáxica e Ultrassom Focado do Sheba Medical Center, Dr. Zion Zably, que realizou o procedimento, disse que "um cateter especial foi implantado no cérebro do paciente, conectado a uma bomba implantada no abdômen do paciente com o medicamento”. O cateter é inserido em uma área específica do cérebro, permitindo que a droga se espalhe pelas meninges do cérebro, resultando em uma redução dramática da frequência de convulsões.

 "O paciente não havia respondido a nenhum tratamento, cirúrgico ou não, e havíamos ficado sem opção", disse o Diretor do Serviço de Epilepsia e Eletroencafalograma (EEG) e Vice-Diretor do Departamento de Neurologia do Sheba, Prof. Nicola Maggio.

Tratamento direito no cérebro

"Este procedimento inovador traz mudanças fundamentais na forma como a epilepsia é tratada em dois aspectos", disse Maggio. "Se o problema está no cérebro, o tratamento medicamentoso deve ser administrado diretamente no cérebro e não pela boca. Quando passa pelo sistema digestivo, uma dose reduzida [do tratamento] chega ao cérebro. A bomba de transplante e o cateter, em conjunto, nos permite fornecer uma concentração estável da droga ao cérebro", disse Maggio.

"Esta inovação nos permite manter o cérebro intacto e poupar o paciente das consequências funcionais e cognitivas da remoção de parte do cérebro", disse o Prof. Maggio referindo-se às opções de tratamento disponíveis.

De acordo com ele, outros candidatos serão submetidos à este procedimento, após terem sofrido uma alta taxa de convulsões que afetaram sua qualidade de vida e que causam frequentes lesões.

O diretor do Hopital de Reabilitação Conjunta do Sheba Medical Center, dr. Amitai Ziv, disse que o novo tratamento é um avanço no tratamento da epilepsia. "Essa inovação nos ajudará a tratar outras doenças do sistema nervoso central que, até agora, não tinham tratamento adequado no mundo da medicina."

 

Por Rina Drigov – YnetNews

https://www.ynetnews.com/health_science/article/rjd1pboot


A doce solução dos nutricionistas do Sheba para a depressão geriátrica

Com criatividade, nutricionistas do Sheba Medical Center inovam na maneira de administrar nutrientes para pacientes idosos

Durante o auge do surto de COVID-19 em Israel - quando nenhum visitante era permitido nos hospitais - nutricionistas do Sheba Tel Hashomer Medical Center observaram que os pacientes geriátricos estavam rapidamente se tornando deprimidos, se alimentando mal e com baixa qualidade nutricional.“Nossa única opção era dar a eles suplementos nutricionais líquidos”, disse Meital Benjamin, nutricionista do Sheba Medical Center. “Os pacientes recebiam uma refeição nutritiva - 330 calorias e 20 gramas de proteína - em uma pequena garrafa.”

Fazer com que pacientes geriátricos tomem seus suplementos às vezes pode ser difícil, mesmo nos melhores momentos.Com a pandemia e o início de depressão que alcançou uma grande parte da população, uma solução criativa era necessária para administrar esses suplementos da maneira mais eficaz possível.

“O estado mental de nossos pacientes é de extrema importância para nós”, disse Dana Weiner, Diretora da Divisão de Nutrição do Sheba Medical Center, que iniciou o projeto junto com o Dr. Gilat Shenhav-Zaltzman, também do hospital. “Os pacientes devem ser capazes de se ajudar mentalmente para se sentirem melhor. Juntamente com todos os tratamentos médicos de qualidade que nossos pacientes recebem aqui, eles precisam dos suplementos nutricionais para alcançar uma boa energia física, necessária para sua completa melhora”.

Sorvetes para combater a depressão

A solução foi alcançada graças à doação de uma máquina de fazer sorvete para o hospital. Os suplementos líquidos são colocados na máquina e, 45 minutos depois, um sorvete à base de suplementos nutricionais está pronto para consumo. Este sorvete é uma opção saudável de “comfort food” (comida afetiva) para os pacientes geriátricos e, de acordo com a equipe e os pacientes, também é saboroso.

Estes suplementos, servidos no hospital entre o café da manhã e o almoço, são servidos em copos iguais aos das sorveterias e em quatro sabores - chocolate, baunilha, banana e cacau. Vale destacar que, quando ingeridos na forma líquida, os suplementos podem ter um sabor desagradável devido às vitaminas adicionadas, mas, quando congelados, têm gosto de sorvete de verdade.

“A resposta ao novo sorvete tem sido incrível”, diz Meital Benjamin, que dirige o processo junto com sua colega nutricionista Ayelet Gur-Arie, do Sheba Medical Center. “É muito melhor do que dizer aos pacientes 'bebam isso'. E é tão gostoso que todos os pacientes têm pedido uma segunda porção”

“A última coisa que esperava receber, enquanto estava hospitalizada, era sorvete!”, comemora Rachel Sasson, de 78 anos, que está em tratamento no Sheba há vários meses. “É como ganhar um mimo. O sorvete é delicioso e aquece meu coração.